Focas de Plantão

Depois de três séculos de exploração desavergonhada, finalmente chegamos na data da independência: 7 de setembro de 1822. Chegamos quem? Memória histórica de Brasil: nós, povo brasileiro. Chegamos onde? A lugar nenhum. O clima de confusão era grande. Afinal, o que é o brasileiro? Quem é o braziliense? Don João, em Portugal, convoca comissões de todas as colônias portuguesas para finalmente decidirmos, afinal éramos todos… Portugueses. Assim se inicia a construção de uma identidade nacional baseada em ídolos e episódios forjados para que a idéia de “somo um” fosse aceita por todos nós: desde o coronel endinheirado do Nordeste até o bandeirante descalço que corria riscos nas florestas de São Paulo (florestas? Em São Paulo? Isso definitivamente não é Brasil).
Bandeira, hino, pátria, constituições, presidentes eleitos, presidentes não-eleitos, Copas do Mundo, carnavais, greves, lutas, abolições, estatutos, multas de transito, enchentes… Tudo isso é Brasil. Tudo isso é forjado pelo Brasil, o país das contradições. Moramos em “um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza” que sofreu durante 20 anos com a repressão de dias cinzas assombrados por verdadeiros demônios. Nem tudo são trevas, porém. Minha terra ainda tem palmeiras onde canta o sabiá. A arte brasileira é reconhecida como uma das mais originais, que mais dialogam de perto com seu próprio povo, democrática no sentido de produção e acesso. Claro, ainda não chegamos perto do paraíso de contemplação Europeu, todavia temos enraizado em diversas partes dos Brasis que conhecemos a arte genuinamente popular, criativa, que nasce de dois caminhos divergentes, porém bem sucedidos.
Alguns dos nossos maiores artistas estudaram nas melhores escolas de Belas Artes européias, freqüentam exposições nos Estados Unidos e produzem magnificamente. Outros dos nossos maiores artistas escrevem o que vivem, o que vêem, o que sonham. Usam a arte como forma instintiva de apresentar sentimentos autênticos e puros, entendem como funciona o mundo e para onde gira o planeta sem nunca terem deixado o quintal de suas casas. Vamos desde os irmãos Campos até Patativa do Assaré sem perder na qualidade ou na genialidade. Um olhar mais atento para a poesia brasileira, em nome do dia de ontem (14 de março: Dia da Poesia Nacional), encontramos produções de abrir o sorriso de qualquer Monalisa, cercadas de aspectos fantásticos ainda que reais.
Estar em uma mesma biblioteca e poder escolher entre mergulhar na psique dos contos de Clarice Lispector (sim, conto também é poesia. Se houvesse lido Clarice, até Aristóteles concordaria) ou acompanhar a jornada de Severino em João Cabral de Melo Neto não é para qualquer povo. Os especialistas então são surpreendidos por mais um Buarque quando extrai da poesia a musicalidade: “É a parte que te cabe desse latifúndio, é a terra que querias ver dividida”. Não se esgota nada que vem do Brasil: nem terra, nem mata, nem povo, nem ouro, nem público, muito menos a poesia.

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“Falhas no sistema agora tornar-se-ão graves”.

Foi provavelmente no “século das luzes”, quando a figura humana voltou a ser o símbolo do mundo, a perfeição passou a ser perseguida e a ordem lógica tomou conta de diversos fatores, da ciência às nossas vidas, que o homem começou a ter essa leve impressão de que poderia controlar as coisas. Impressão que cresceu cada vez mais com o passar do tempo. Revolução industrial, um grande avanço na ciência, mudanças na forma de vida das pessoas, locomotivas, telégrafo, rádio, aviões, satélites, armas de guerra cada vez mais potentes, energia nuclear, a bomba atômica, o homem chegando na lua. Não há nada que o ser humano não possa fazer, há?

É essa pergunta que, de certa forma, se esconde nas entrelinhas do livro mais conhecido de Michael Crichton, *O Parque dos Dinossauros*. A maior parte das pessoas conhece a versão cinematográfica feita por Steven Spielberg, mas não sabe da existência do livro. Eu mesma descobri no susto, quando minha mãe contou que tinha lido o livro alguns anos antes e foi quando decidi que precisava conhecer a história completa do filme que marcou os primeiros anos da minha vida.

Lançado em 1990, Jurassic Park (o título original) conta a história do parque criado por John Hammond, um excêntrico milionário, que trás diversas espécias de dinossauros de volta a vida por meio de clonagem. O filme é consideravelmente fiel à história original, tirando alguns fatos pontuais (como Alexis, a neta de Hammond, que na verdade é mais nova do que seu irmão Timmy no livro, e o paleontólogo Dr. Grant que adora crianças e se dá muito bem com os dois irmãos). Mas uma diferença grande entre a versão escrita e a cinematográfica é a explicação dos eventos da história.

Para começar, a narração de Michael Crichton é fantástica. Misturando fatos científicos da época com suposições científicas e um pouco de ficção ele consegue dar uma aura de autenticidade essencial para que a história seja tão cativante quanto é. De certa forma, ele te faz acreditar de todas as formas que a possibilidade da clonagem de animais extintos há milhões de anos atrás está a apenas um passo de distância. Além disso, sua descrição e o modo como desenrola a história fazem com que seja muito difícil desgrudar os olhos do livro.

– Os dinossauros estavam de fato nos atacando?
– Sim.
– Eles nos matariam e comeriam se pudessem? – Malcolm perguntou.
– Creio que sim.
– A razão da minha pergunta – Malcolm acrescentou – é porque aprendi que os grandes predadores, como os leões e os tigres, não são comedores de homens natos. Isso não é verdade? Esses animais devem saber de algum modo que os seres humanos são fáceis de matar. Só depois é que se tornam comedores de homens.
– Acredito que isso seja verdade.
– Bem, esses dinossauros deverão ser mais relutantes do que os leões e os tigres. Afinal, eles são de uma época anterior aos seres humanos – antes que os grandes mamíferos existissem. Só Deus sabe o que pensam quando nos vêem. Por isso me pergunto: eles terão aprendido, a certa altura do caminho, que os seres humanos são fáceis de serem mortos?

Sobre a narrativa em si, ela mesma se desenrola de certa forma baseada na Teoria do caos, retratada principalmente na figura do matemático Ian Malcolm, especialista na teoria e que em muitos momentos rouba todos os holofotes. De forma bem resumida (e leiga) a Teoria do Caos serve para explicar o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos (portanto não lineares), partindo da ideia de que uma pequena mudança no inicio de um curso de eventos pode trazer consequências totalmente inesperadas e enormes no futuro, por isso esses eventos seriam caóticos e imprevisíveis. E é exatamente isso o que acontece no parque de Hammond: aparentemente tudo está em perfeito controle e dentro da normalidade, mas pequenos fatores que foram primeiramente negligenciados começam a formar uma bola de neve que termina com a destruição do parque.

– Mas vamos procurar nos tranqüilizar, imaginando que uma mudança repentina é algo que acontece fora da ordem normal das coisas, assim como um acidente de automóvel. Ou esteja fora do nosso controle, como uma doença fatal. Não concebemos uma mudança súbita, radical, irracional como uma coisa inerente à própria existência. E no entanto ela é. E a teoria do caos nos ensina – disse Malcolm – que a linearidade pura, que nos habituamos a ver em tudo, da física à ficção, simplesmente não existe. A linearidade é uma maneira artificial de ver o mundo. A vida real não é uma série de acontecimentos interligados que se sucedem como as contas de um colar. A vida é, na realidade, uma série de encontros em que um acontecimento pode mudar os que se seguem de uma forma totalmente imprevisível e devastadora. – Malcolm recostou-se no seu banco olhando para o outro Land Cruiser, poucos metros à sua frente. – Esta é uma verdade profunda sobre a estrutura do nosso universo. Mas, por alguma razão imponderável, insistimos em nos comportar como se não fosse verdadeira.

Como eu disse anteriormente, Malcolm rouba a cena diversas vezes ao longo da história. Isso porque, a partir da Teoria do Caos, ele consegue prever os pontos que levam às diversas catástrofes (mesmo sem saber realmente o que essas catástrofes serão) e porque ele é veemente contrário ao parque mesmo antes de colocar os pés na ilha. Seus discursos sobre a natureza, a ciência, a construção do parque e outros assuntos são apaixonantes mostram uma visão bastante diferente da que vemos hoje no mundo.

E isso leva ao tema principal discutido pelo livro: como a natureza é incontrolável e que, por mais que o homem possa criar milhares de coisas, mesmo assim não tem nenhum controle sobre o mundo: tudo aquilo que existe é muito maior do que o ser humano. É interessante uma passagem do livro em que Malcolm disserta sobre a “arrogância” dos cientistas, que não têm que aprender as coisas por si mesmo, mas “colam” do trabalho de outros, e que são destrutivos para o mundo. Então a Dra. Sattler pergunta a ele se acredita que o homem destruirá o mundo. A resposta: “oh, minha cara, essa é a última coisa com que eu me preocuparia”.


Hoje faz 10 anos desde o atentado ao WTC, em Nova York.

Faz 8 anos, 5 meses e 22 dias desde o início da invasão do Iraque.

Faz 9 anos, 11 meses e 4 dias desde o início da invasão do Afeganistão.

Faz 20 anos, 7 meses e 25 dias desde a entrada dos EUA na Guerra do Golfo.

Faz 38 desde o ataque aéreo ao Palacio de la Moneda, no Chile.

Faz 46 anos, 6 meses e 9 dias desde a entrada dos EUA na Guerra do Vietnã.

Faz 66 anos, 1 mês e 5 dias desde a explosão da bomba de Hiroshima.

Faz 66 anos, 1 mês e 2 dias desde a explosão da bomba de Nagasaki.




É possível que haja algum erro na contagem dos dias. Se acharem algum, me avisem, por favor.

Há quem diga que um bom filme não é nada sem uma boa trilha sonora. Músicas bem escolhidas, tocadas em um momento emocionante da história fazem bater no peito aquela emoção de coisas muito maiores acontecendo em volta da história. Quem nunca percebeu a ironia sutil na trilha sonora de Watchmen, sentiu os olhos marejarem no final de Titanic com My Heart Will Go On ou sentiu a adrenalina com 1812 Overture no fianl de V de Vingança?

Mas se você achava que trilha sonora era apenas algo cinematográfico, prepare-se: uma nova empresa está desenvolvendo trilha sonora adaptada para ebooks.

Booktrack (brincadeira com a palavra soundtrack, “trilha sonora” em inglês) é uma empresa recente que se especializou em produzir trilhas sonoras para ebooks. Criado por diversos empreendedores que passou anos desenvolvendo a tecnologia usada nos livros, a “trilha” não consiste apenas de uma música corrente que se repete ao longo da leitura, mas também conta com efeitos sonoros que acompanham o clima da história. Essas trilhas estão sendo criadas em parceria com diversos nomes da música, como a companhia editora de música Sony ATV Music Publishing. E para você não se preocupar com nada, o software desenvolvido pela equipe consegue identificar sua velocidade de leitura: quando você acelera, reduz a velocidade ou pára.

Infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de testar o booktrack pessoalmente, pois ele só está disponível para iPhones, iPods e iPads, mas uma versão para Android, Mac e PC. Para quem quiser testar, o site já tem sete títulos disponíveis, com preços variando de zero até $12.99. Para os impacientes que querem ver agora como funciona, segue abaixo um vídeo promocional da empresa, com o livro Sherlock Holmes- A Aventura do Speckled Band.


A ex-atriz de Friends, Lisa Kudrow, parece disposta a quebrar a maldição que atingiu a maior parte do elenco do famoso sitcom que terminou em 2004: o sumiço das telas. Kudrow criou uma série para internet que recentemente foi comprada pelo canal a cabo americano Showtime. Web Therapy trata de uma auto-proclamada psicoterapeuta (Fiona Wallice) cujo trabalho não demonstra ter alguma base profissional e que atende seus clientes em sessões de poucos minutos via web cam.

Lisa Kudrow encarna uma psicoterapeuta que atende seus pacientes de forma inovadora, mas não tão progressiva como pensa: via web cam.

O tema parece ser interessante, agora vamos esperar que a criadora Lisa Kudrow nos proporcione boas risadas. A série vai estrear ainda em 2011 no Showtime e dez episódios de meia hora foram encomendados. Nada foi dito da compra da série por um canal brasileiro. A única forma de conhecê-la, por enquanto, é no link abaixo.

http://www.lstudio.com/

Britney e sua dançarina dos velhos tempos, Aminah, na turnê Femme Fatale

A esta altura do campeonato, todos já devem saber que Britney Spears fará dois shows no Brasil em novembro: no dia 15, no Rio de Janeiro, e no dia 18, em São Paulo. Todos sabem que esta garota tímida que nasceu na Louisiana tem o que o pop exige para um ícone: uma estrutura audiovisual, mais visual que áudio. Mas o que poucos sabem é como se dá a preparação para uma turnê de grande porte como esta que o Brasil vai acolher depois de dez anos da primeira visita da performer ao nosso país e ainda, como funciona a indústria por trás do nome Britney Spears.

A turnê teve início em Sacramento, Califórnia, no dia 17 de junho e até o dia 25 de agosto, ela continua pelos Estados Unidos e pelo Canadá. Depois de uma pausa, os trabalhos reiniciam em 22 de setembro em São Petersburgo. A partir daí, a turnê percorre a Europa e a América Latina. O show, intitulado Femme Fatale, divulgará o CD de mesmo nome, lançado em 29 de março. Mas Britney e sua trupe começaram os ensaios em abril, aproximadamente dois meses antes do início do espetáculo.

O famoso dançarino Jamie King é o responsável pela direção da turnê (ele também foi o diretor da turnê anterior, The Circus Starring: Britney Spears, e responsável pelas duas maiores turnês da Madonna, Sticky and Sweet Tour e Confessions Tour). Os coreógrafos supervisores são Alison Faulk e Jason Young, este último dançarino das duas últimas turnês da Madonna, mencionadas logo acima.

Entre os fãs de Britney, os dançarinos sempre são figuras conhecidas. É comum ver em fóruns especializados em música pop que os fãs conhecem o trabalho de cada dançarino que já dançou ao lado de Britney. A escolha do coreógrafo Brian Friedman para ser o diretor criativo dos shows promocionais do álbum Femme Fatale em março foi indiretamente feita pelos fãs. No fórum Exhale do maior fã-site de Britney, o http://www.breatheheavy.com, a devoção dos fãs por Brian era tamanha que o resultado foi a equipe de Britney perceber o alvoroço e convocar Brian para coreografar os primeiros sucessos de Spears do CD Femme Fatale. O alvoroço tinha sentido, afinal Friedman foi o responsável pelas performances de I´m A Slave 4U e Toxic.

O único trabalho de Friedman presente na Femme Fatale Tour são as coreografias de Hold It Against Me, Till The World Ends e Big Fat Bass, além dos antigos sucessos de Britney, já que o dançarino teve que se ausentar por conflitos na agenda. Mas sua ausência fez a equipe de empresários da cantora buscar a ajuda profissional necessária em outros profissionais de equivalente competência. No fim do texto, segue um vídeo dos ensaios com os dançarinos da turnê. Britney pouco aparece no vídeo, mas, como já foi frisado, no universo Britney, os dançarinos são uma extensão dela no palco, mais um motivo para incrementar a lista de razões pela qual Britney sobrevive até hoje, apesar de todos os problemas do passado.

Portanto, quando foi anunciada a presença de antigos dançarinos na era Femme Fatale, os fãs que os conheciam vibraram com a notícia. Outra mulher que desperta carinho nos fãs é Felicia Culotta, assistente de Britney por muitos anos e que agora está de volta, não exatamente como assistente, na turnê Femme Fatale. Este “não exatamente” significa que Britney tem outra assistente, mas só o fato de ter pessoas significativas ao redor da princesa do pop dá mais segurança para os admiradores.

Britney trás toda uma trajetória repleta de coadjuvantes desde o seu surgimento em 1999 com o hit …Baby One More Time. As pessoas que a acompanharam também fizeram carreira e algumas até se aventuram em carreiras solo e são reconhecidos. A indústria Britney rende milhões de dólares por ano, mas esta indústria requer grande mão-de-obra, talvez pela fragilidade inocente que Britney ainda carrega. Sim, fragilidade e inocência, como se uma princesa tivesse vivido toda a sua vida em um castelo cercada por pessoas que fizeram tudo para ela e quando ela foi conhecer sozinha os territórios além das muralhas, viu que nem tudo era tão bonito e se perdeu.

Mas eis que os antigos soldados do batalhão de Britney ressurgem para salvá-la da perdição. Estou me referindo ao episódio depois da internação da musa em uma clínica psiquiátrica em 2008. Depois, como as habilidades de mãe estavam sendo desenvolvidas, a princesa se fechava novamente em seu castelo e quase não aparecia mais nem para dizer umas palavras reconfortantes aos seus súditos. Era de se esperar tal atitude depois de sair calejada da fase negra de sua vida.

A Circus Tour foi o primeiro passo de Spears pós-desastre. Agora, com a Femme Fatale Tour, a indústria volta a funcionar 100%. Sim, é  uma indústria, mas que não tem motivos para se envergonhar por ser indústria: ela funciona bem; tem grandes funcionários; tem bons administradores; ela tem mais do que excelentes e devotos consumidores (é notável seus admiradores serem uma das maiores bases de fãs do mundo); e a peça central…e loira dessa empresa superou os dramas e mostrou que tem capacidade de sobra para fazer o que tem de melhor: performar. Essa empresa não fecha tão cedo!

            Saiu a lista dos indicados ao VMA 2011 à meia-noite de hoje (horário de Brasília). O Video Music Awards, premiação mais badalada da MTV norte-americana, acontece este ano em Los Angeles, no dia 28 de agosto. Ao anunciar a lista de sortudos, a MTV surpreendeu nas nomeações. Entre as musas, Katy Perry lidera todas as categorias, recebendo nove indicações, seguida por Adele, com sete indicações. Nem a soma das indicações de Lady Gaga e Britney Spears conseguiu alcançar as nove categorias da esposa do inglês Russel Brand; a Mother Monster se destacou em três e a Princesa do Pop, em duas. Já entre os cantores indicados, o rapper Kanye West recebeu 11 nomeações.

            É de se estranhar que a MTV tenha deixado de lado Gaga e Britney, que tinham tudo pra travar o maior duelo de indicações de todos os VMAs. Ambas estão em temporada de divulgação de seus álbuns novos com performances ao redor do mundo e turnês. E hoje as duas também têm os clipes que são “a cara” da MTV. Digo que são “a cara” porque elas têm tudo o que há de mais pop na música atual e Britney, com seus quase treze anos de carreira, tem um histórico de fidelidade com o show, já que é a responsável número um pelas melhores audiências do award.

            Jogando um balde de água fria nos Britfãs e nos Little Monsters, a MTV mostrou que sua principal premiação não tem mais um direcionamento exato, afinal o Moonman (como é conhecido o prêmio) costumava ir para as mãos dos artistas que possuíam os melhores vídeos. E agora? Vai para as mãos de quem paga mais caro.

            Não estou desmerecendo os concorrentes anunciados. Adele é uma das melhores cantoras da atualidade e Katy Perry encarna bem o estilo brincalhão da MTV, mas nem de longe elas detêm os melhores clipes do ano. Há alguns dias, o site da MTV americana havia disponibilizado uma enquete em que perguntava qual artista, na opinião dos navegantes, seria recordista de indicações e claro, Britney e Gaga alternaram o topo várias vezes.

            As disputas entre fãs-fanáticos costuma ser infantil e sem propósito, mas, em uma premiação deste naipe, a TV gringa perdeu a oportunidade de travar um duelo de titãs saudável para o pop e de garantir altos índices de ibope para a emissora.

            Vai aí um desabafo pessoal: Hold It Against Me merecia ser indicado pelo menos nas categorias técnicas e Till The World Ends merecia mais indicações. Agora um desabafo menos pessoal: cadê a Rihanna nessa premiação? A garota de Barbados lançou trocentos clipes e fez o diabo a quatro este ano para, no fim, ficar de fora. E, por último, um alerta: já passou da hora do VMA dar atenção para a excelente Robyn, que foi muito mal apresentada na edição anterior do show.

            Em 2011, perdemos a chance de assistir a um Video Music Awards quentíssimo para dar lugar a uma mistura de candidatos tipo-Grammy e BET Awards. VMAs bons mesmo eram os do início da década de 2000, quer dizer, os que eu pude acompanhar ao vivo e em vida. Sem contar os da década de 1990, mas nessa época eu devia estar assistindo Planeta Xuxa ou Bom Dia & Cia.

Segue o link para a votação do MTV Video Music Awards: http://www.mtv.com/ontv/vma/2011/best-pop-video/

E segue também a reação da Britney no palco da Femme Fatale Tour ao saber da notícia:

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